Indicadores de Vigilância Entomológica(Parte II de III)

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Como dito no post Indicadores de Vigilância Entomológica(Parte I de III), para acessá-lo clique aqui, podemos usar fórmulas para medir dados que nos indicam o nível de infestação de uma espécie de vetor em determinado local. E nesse post continuarei a falar sobre os flebotomíneos, vetores de doenças como a Leishmaniose, Bartonelose e Febre por Flebótomos, sabendo sua importância médica e epidemiológica precisamos saber quais são as fórmulas que usamos como Indicadores de Vigilância Entomológica dos flebotomíneos.
     Temos quatro fórmulas que utilizamos para os flebotomìneos, Índice de Infestação Domiciliar(IID), Índice de Densidade por Tempo de Captura(IDC), Índice de Densidade por Técnica e Captura(IDT) e Densidade por Média Horária. A primeira delas Índice de Infestação Domiciliar(IID), compreende-se pelo número de casas com flebotomíneos pelo númeor de casas inspecionadas multiplicado por cem. Logo temos: IID=(Nº de Casas com Flebotomíneos / Nº de Casas Inspecionadas)x100. Sendo essa a mais recomendada como indicador.
     A segunda é o Índice de Densidade por Tempo de Captura(IDC), é o número de flebotomíneos  por captura manual pelo tempo utilizado na coleta. Logo temos a fórmula: IDC=(Nº de Flebotomíneos por Captura Manual / Tempo Utilizado na Coleta).
     O terceiro é o Índice de Densidade por Técnica e Captura(IDT), é o número de flebotomíneos por loca dividido pelo número de armadilhas utilizadas. Logo temos: IDT=Nº de Flebotomíneos por Loca / Nº de Armadilhas Utilizadas.
     A quarta e última é a Densidade por Média Horária(MH), que usa-se os dados do número de flebotomíneos por loca, número de flebotomíneos capturados e o total de horas trabalhadas. Montando na fórmula temos: MH=[Nº de Flebotomíneos por Loca / (Nº de Capturados x Horas Trabalhadas)].
     Chegamos ao final do post e resumindo, usamos a fórmula de Índice de Infestação Domiciliar como principal para medir o indicador de flebotomíneos, vetores de doenças como a Leishmaniose. No post de indicadores anterior falei sobre os culicídeos e no próximo irei falar sobre os triatomíneos, vetores da Doença-de-Chagas.

Carlos Wallace

Olá! Sou o Carlos, apaixonado por ciências da saúde e inovações tecnológicas no campo da biomedicina. Com uma sólida formação acadêmica e vasta experiência profissional, me dedico à pesquisa, diagnóstico e melhoria contínua dos processos laboratoriais. Minha jornada começou com uma graduação em Biomedicina, seguida por especializações que me permitiram aprofundar conhecimentos em análises clínicas e gestão da qualidade. Atuo em laboratório hospitalar, onde desenvolvi habilidades técnicas e gerenciais que me capacitam a enfrentar desafios complexos. Atualmente, trabalho como analista clínico, onde aplico normas rigorosas e boas práticas laboratoriais para garantir a precisão e a confiabilidade dos resultados. Sou também autor do blog e projeto OnBiomedical, onde compartilho insights e avanços na área biomédica, contribuindo para a disseminação do conhecimento científico e melhoria dos processos. Acredito na importância da educação continuada e na troca de conhecimentos para o avanço da biomedicina. Estou sempre em busca de novas oportunidades para aprender e crescer, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

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