Como o nosso cérebro sabe onde os outros e nós estamos indo?

 O estudo, que faz parte da BRAIN (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies®), através de uma mochila desenvolvida pelos pesquisadores para a monitoração wireless da atividade cerebral, os cientistas relataram em um artigo na Nature, que as ondas cerebrais fluíam durante a realização do estudo em um padrão distinto, sugerindo que o cérebro havia mapeado as paredes e outros limites. As ondas cerebrais de cada um dos participantes fluíram semelhantes quando eles se sentaram no canto da sala e observaram outra pessoa andar, sugerindo que essas ondas também foram usadas para rastrear os movimentos de outras pessoas. E de acordo com Nanthia Suthana, Ph.D., professora assistente de neurocirurgia e psiquiatria na David Geffen School of Medicine na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) e autora sênior, os resultados da pesquisa sugerem que o nosso cérebro utiliza um código comum para saber a nossa localização e a de outros em um ambiente.


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     Neste estudo, a equipe da Dra. Suthana trabalhou com um grupo de participantes com epilepsia resistente a medicamentos, de 31 a 52 anos, com eletrodos implantados cirurgicamente em seus cérebros para controlar suas convulsões. A pesquisa, com a ajuda da mochila criada pela equipe de pesquisa, reforçou as evidências, mesmo que indiretas, de que o lobo temporal medial atua no modo em como navegamos. A criação dessa mochila foi um avanço tecnológico que possibilitou no avanço da pesquisa de como o nosso cérebro funciona durante a realização de atividades diárias por exemplo, onde antes, necessitava-se de materiais de grande porte e que os indivíduos a serem estudados permanecessem deitados imóveis.

    Segundo a Dra. Suthana os resultados apoiam a ideia de que os nossos cérebros podem usar os padrões de onda descritos no estudo para nos colocar no lugar de outra pessoa. E abrem porta para ajudar a entender como o nosso cérebro controla a nossa navegação e outras interações sociais. Se você quer ler mais sobre o estudo e detalhes mais específicos, clique aqui para ser direcionado para o artigo original sobre a descoberta no NIH (National Institutes of Health).

Carlos Wallace

Olá! Sou o Carlos, apaixonado por ciências da saúde e inovações tecnológicas no campo da biomedicina. Com uma sólida formação acadêmica e vasta experiência profissional, me dedico à pesquisa, diagnóstico e melhoria contínua dos processos laboratoriais. Minha jornada começou com uma graduação em Biomedicina, seguida por especializações que me permitiram aprofundar conhecimentos em análises clínicas e gestão da qualidade. Atuo em laboratório hospitalar, onde desenvolvi habilidades técnicas e gerenciais que me capacitam a enfrentar desafios complexos. Atualmente, trabalho como analista clínico, onde aplico normas rigorosas e boas práticas laboratoriais para garantir a precisão e a confiabilidade dos resultados. Sou também autor do blog e projeto OnBiomedical, onde compartilho insights e avanços na área biomédica, contribuindo para a disseminação do conhecimento científico e melhoria dos processos. Acredito na importância da educação continuada e na troca de conhecimentos para o avanço da biomedicina. Estou sempre em busca de novas oportunidades para aprender e crescer, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

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