Exames de Análise de Perfil de Carboidratos


Glicemia em Jejum

O exame de glicemia em jejum é um dos mais solicitados, nele é necessário um jejum de 8 horas (alguns autores recomendam o intervalo de 8-12 horas), sem ingestão calórica. Caso o paciente não tenha cumprido o jejum, feito exercícios ou longas caminhadas antes da coleta, deve ser solicitado a coleta em outro dia, em vista que essas atividades podem alterar os resultados. A coleta deve ser feita em fluoreto + EDTA, tubo de coleta com a tampa cinza.



Glicemia pós-dextrosol

     Esse exame consiste na realização do teste de glicemia antes e após uma sobrecarga de glicose, lembrando que somente deve-se dar continuidade ao exame se a glicemia estiver em valores inferiores a 140 mg/dL. Em geral, usa-se 75g de glicose ou dextrosol, mas pode-se usar o valor de 1 g/kg (1 g de glicose ou dextrosol para cada 1 kg do paciente). Após 2 horas dessa ingesta, deve-se dosar a glicemia. Lembrando que o paciente deve ter feito um jejum de 8 horas, algumas recomendações podem variar de laboratório, como a necessidade de ingestão de pelo menos 150 g de carboidratos nos 3 dias antecedentes ao exame e outras recomendações padrões.


Valores de referência: < 140 mg/dL.


Obs.: Não se deve administrar o dextrosol no paciente se a glicemia dele estiver acima de 140 mg/dL, caso contrário, a vida do paciente estará em risco; Em gestantes só é permitida a administração de no máximo 50g de dextrose.



Hemoglobina Glicada

     A hemoglobina glicada é um exame usado no acompanhamento de pacientes com Diabetes Mellitus (DM), nesse exame os resultados revelam a glicose que esteve presente durante o tempo de vida dos eritrócitos, ou seja, nos últimos 120 dias. Com isso, podemos verificar como foi o perfil do paciente nesse período, e se houve um exagero no consumo de carboidratos ou se o paciente seguiu sua dieta normalmente. O jejum nesse exame não é necessário, podendo ele ser feito a qualquer hora. Deve-se fazer a coleta da amostra de sangue com tubo contendo EDTA.


Valores de referência: 4,7 a 7,8%.



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Glicemia pós-prandial

     Esse teste pode ser muito útil no diagnóstico de DM tipo 2, tendo em vista que ele mostra a glicemia após a ingestão de carboidratos, e esses valores são quase sempre diferentes em pessoas com DM tipo 2 do que as que não possuem esse distúrbio metabólico. Com o paciente em jejum, ele é solicitado para que almoce, e volte ao laboratório em 2 horas para a dosagem da glicemia. É feito a coleta em tubo de tampa cinza e então faz-se a dosagem.


Valores de referência para não portadores de DM: < 140 mg/dL.



Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG)

     Diferente do teste de glicemia pós-dextrosol, no TOTG faz-se a dosagem de glicemia em tempos variados, em 30, 60, 120, 180 e 240 minutos. O TOTG não serve para a identificação de DM tipo I, mas serve para a identificação da DM tipo II e o tempo de liberação de insulina. Faz-se a dosagem da glicemia em jejum. Se o resultado for inferior a 140 mg/dL faz-se a administração da dextrose em quantidade 1 g/kg. Dosar a glicemia nos períodos pré-definidos (30, 60, 120, 180 e 240 ou de acordo com o laboratório).


Valores de referência: até 140 mg/dL considera-se normal.




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Referências e leitura complementar


  • CALDEIRA JÚNIOR, Antônio Marmoro et al. Manual de Biodiagnóstico: fundamentos e técnicas aplicadas em laboratórios de biodiagnóstico. Goiânia: Ab Editora, 2008. 312 p.
  • Valter, M. Bioquímica Clínica para o Laboratório - Princípios e Interpretações. [Digite o Local da Editora]: MedBook Editora, 2009. 9786557830260. Acesso em: 14 Mar 2021

Carlos Wallace

Olá! Sou o Carlos, apaixonado por ciências da saúde e inovações tecnológicas no campo da biomedicina. Com uma sólida formação acadêmica e vasta experiência profissional, me dedico à pesquisa, diagnóstico e melhoria contínua dos processos laboratoriais. Minha jornada começou com uma graduação em Biomedicina, seguida por especializações que me permitiram aprofundar conhecimentos em análises clínicas e gestão da qualidade. Atuo em laboratório hospitalar, onde desenvolvi habilidades técnicas e gerenciais que me capacitam a enfrentar desafios complexos. Atualmente, trabalho como analista clínico, onde aplico normas rigorosas e boas práticas laboratoriais para garantir a precisão e a confiabilidade dos resultados. Sou também autor do blog e projeto OnBiomedical, onde compartilho insights e avanços na área biomédica, contribuindo para a disseminação do conhecimento científico e melhoria dos processos. Acredito na importância da educação continuada e na troca de conhecimentos para o avanço da biomedicina. Estou sempre em busca de novas oportunidades para aprender e crescer, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

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